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Por Carmen Saraiva

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A maternidade

Quarta-feira, 28.08.13

Na segunda-feira fizemos a tal visita à maternidade, que mais pareceu uma excursão organizada de 15 barrigas + acompanhantes pelos corredores do hospital. Esquecendo o facto de ter começado 40 minutos depois e de já haver mães (e sobretudo pais) a bufar porque tinham coisas marcadas e não podiam estar ali à espera eternamente, correu bem. Gostei do espaço, muito calmo (tudo o que não se espera que haja numa maternidade é calma, mas ali havia de sobra), o pessoal simpático, as enfermeiras muito queridas. Vimos os quartos onde se processa o trabalho de parto (os que servem depois não pudemos ver, já que segundo a enfermeira a lotação era de praticamente 100 por cento, mas ela disse que era a mesmíssima coisa), a sala de partos, com a temperatura praí a 5º (medo), a do recobro, o berçário onde ficam os bebés que precisam de cuidados extra ou que ficam internados, enfim, fizemos mais ou menos o percurso que se fará depois na hora H.

Entregaram-nos um folheto com toda a informação, que basicamente já sabia porque é a que está no site, mais coisa menos coisa, e responderam a todas as questões. Eu fui uma das que mais chateou, juntamente com um dos pais (que deve ser daqueles que lê tudo o que já se escreveu sobre gravidez/partos/etc.), e gostei de saber que são um hospital com política anti-dor e bastante flexíveis, dentro das possibilidades, a aceder à vontade e desejos da mãe para aquele dia. Ou seja, caso não haja qualquer imprevisto nem contraindicação médica, a mãe pode ter algum controlo sobre as operações, seja lá o que isso significa. Podemos levar velinhas para o quarto, um CD à nossa escolha para colocarem no momento do parto, enfim, tentar que aquilo seja o menos estranho e traumatizante possível. Daquilo que me apercebi, já que passou por nós uma senhora de maca que tinha acabado de ter a criança (coitada, mal abria os olhos e parecia que tinha sido atropelada por um tanque blindado), de quem estivemos depois também muito perto, na sala do recobro, com a devida separação das cortinas, claro (isto porque ela autorizou, caso contrário ninguém lá tinha posto os cotos), pareceu-me tudo muito caaaaaalmo e tranquilo. Em resumo, gostei. Nunca fiz isto, nunca passei por nada parecido, nunca na vida fui internada nem operada sequer, detesto hospitais (mesmo enquanto visita), por isso aquilo que se aproxima vai ser um grande choque e sei que me vai custar imenso, mesmo que corra tudo às mil maravilhas. Só de pensar em macas, observações, toques, soros, anestesias, utensílios cortantes e companhia limitada, já fico sem pinga de sangue. Portanto, que o stress que já sei que vou ter seja ao menos atenuado se o ambiente e o pessoal me fizerem sentir um bocadinho mais confortável. É o mínimo. Claro que o importante é ficarmos ambas bem de saúde, isso é o essencial aqui ou na China, mas se o resto também correr de feição, de certeza que tanto ela como eu estaremos mais felizes e descansadas e é meio caminho andado para não sair de lá a maldizer o dia em que ficou decidido que só as mulheres podiam parir os bebés.

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