Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Podia ser em papel. Mas não era a mesma coisa.
cmsaraivasantos@gmail.com
@carmensaraivasantos
Saberemos finalmente o sexo da criança! Isto se ele/a deixar, claro... é bom que deixe, nem que tenha de fazer o sacrifício de comer um ovo Kinder para o/a obrigar a mexer-se (sacrifício porque detesto chocolate).Que nervos!
Quando estiver refeita da confirmação (ou da surpresa), prometo update.
Já percebi que há por aí muita gente com muito pouca sensibilidade no que diz respeito à gestão do espaço pessoal no areal. Pronto, deixando de lado as indiretas, muita gente que gosta de calor humano e de ir à praia com desconhecidos. Podemos nunca ter visto a pessoa, e no entanto somos obrigados a conviver intimamente com ela, porque está praticamente debaixo do nosso chapéu. Foi assim que me senti das duas vezes em que fomos à praia esta semana. Eu sei que é agosto, eu sei que a quimera do "lugar ao sol" se impõe, mas minha gente, há que ter limites.
O fenómeno repete-se: se por acaso temos a infeliz ideia de sermos sensatos e recuar a nossa toalha um centímetro que seja, para nos afastarmos minimamente e não termos de cheirar o farnel que os vizinhos do lado estão a amarfanhar, ou ouvir as conversas sobre o seu trânsito intestinal, esse centímetro é imediatamente ocupado. Ou seja, é entendido como um convite, basicamente, para se aproximarem ainda mais. Péssima estratégia, não aconselho. O melhor é mesmo usar as toalhas/cadeiras/sacos como marcadores de território, uma espécie de fronteira do nosso minúsculo país, e nunca, mas nunca, retirar as toalhas do seu respetivo espaço quando emigramos, ou seja, quando vamos até à água. Caso contrário, os "okupas" da época balnear vão interpretar isso como um sinal de fraqueza, e atuar de imediato. Quando decidirmos regressar, o mais provável é que já só tenhamos espaço para estender uma toalha de bidé (situação muito comum, sobretudo em certas praias do Algarve nesta altura do campeonato).
E quando com o avançar do dia a sombra do nosso chapéu decide trair-nos e passar para o país do lado, e tentamos pelo menos colocar o saquinho com a água a salvo do calor, mas sem sucesso, porque a fronteira não permite, a não ser que entreguemos as nossas provisões de mão beijada ao território inimigo? Todo um rol de peripécias sem solução que nos surgem em agosto, meus amigos. Essa é que é essa.