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Por Carmen Saraiva

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Daqui a poucos minutos...

Sexta-feira, 02.08.13

Saberemos finalmente o sexo da criança! Isto se ele/a deixar, claro... é bom que deixe, nem que tenha de fazer o sacrifício de comer um ovo Kinder para o/a obrigar a mexer-se (sacrifício porque detesto chocolate).Que nervos!

Quando estiver refeita da confirmação (ou da surpresa), prometo update.

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por Carmen Saraiva

My damn space, ou "Tira o rabo da minha toalha"

Sexta-feira, 02.08.13

Já percebi que há por aí muita gente com muito pouca sensibilidade no que diz respeito à gestão do espaço pessoal no areal. Pronto, deixando de lado as indiretas, muita gente que gosta de calor humano e de ir à praia com desconhecidos. Podemos nunca ter visto a pessoa, e no entanto somos obrigados a conviver intimamente com ela, porque está praticamente debaixo do nosso chapéu. Foi assim que me senti das duas vezes em que fomos à praia esta semana. Eu sei que é agosto, eu sei que a quimera do "lugar ao sol" se impõe, mas minha gente, há que ter limites.

O fenómeno repete-se: se por acaso temos a infeliz ideia de sermos sensatos e recuar a nossa toalha um centímetro que seja, para nos afastarmos minimamente e não termos de cheirar o farnel que os vizinhos do lado estão a amarfanhar, ou ouvir as conversas sobre o seu trânsito intestinal, esse centímetro é imediatamente ocupado. Ou seja, é entendido como um convite, basicamente, para se aproximarem ainda mais. Péssima estratégia, não aconselho. O melhor é mesmo usar as toalhas/cadeiras/sacos como marcadores de território, uma espécie de fronteira do nosso minúsculo país, e nunca, mas nunca, retirar as toalhas do seu respetivo espaço quando emigramos, ou seja, quando vamos até à água. Caso contrário, os "okupas" da época balnear vão interpretar isso como um sinal de fraqueza, e atuar de imediato. Quando decidirmos regressar, o mais provável é que já só tenhamos espaço para estender uma toalha de bidé (situação muito comum, sobretudo em certas praias do Algarve nesta altura do campeonato).

E quando com o avançar do dia a sombra do nosso chapéu decide trair-nos e passar para o país do lado, e tentamos pelo menos colocar o saquinho com a água a salvo do calor, mas sem sucesso, porque a fronteira não permite, a não ser que entreguemos as nossas provisões de mão beijada ao território inimigo? Todo um rol de peripécias sem solução que nos surgem em agosto, meus amigos. Essa é que é essa.

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