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Por Carmen Saraiva

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O Tom Hanks faz-me chorar

Segunda-feira, 11.11.13

No sábado fomos ver Captain Phillips. Adoro histórias verídicas, mas neste caso o que me chamou mesmo foi o ator principal, Tom Hanks. Filme onde ele entre raramente me dececiona, e já sei que é receita quase certa de sucesso de bilheteira. Neste caso, não foi exceção. História que prende do início ao fim (a prova é que fomos à sessão da meia noite e nenhum de nós dormiu, algo que é muito raro), emoção e cenas de cortar a respiração.

Mas a cereja no topo do bolo é mesmo o protagonista. Aquele homem consegue encarnar de tal forma as personagens que a linha ténue que separa a ficção da realidade se dissipa, ao ponto de me fazer acreditar que estou a assistir a uma cena real (por acaso até era uma cena "real", porque aconteceu, mas a sensação era de que estava a passar-se naquele momento, com aquelas pessoas). A história, passada em 2009, é a de um navio mercante norte-americano, carregado com toneladas de produtos e alimentos que teriam como destino as populações necessitadas em África, que é atacado por piratas da Somália. É engraçado observar os procedimentos a adotar neste tipo de situações, bem como o sangue-frio que todos têm de manter para tentar resolver tudo com o mínimo de complicações. As coisas não correm tão bem quanto os piratas esperam e estes acabam abandonar o navio e fazer refém um dos tripulantes, neste caso o Capitão Phillips.

No final, depois de mil e uma peripécias e quando finalmente conseguem aniquilar os piratas e libertá-lo da situação em que se encontrava refém, Tom Hanks consegue reproduzir o estado de choque em que o capitão se encontrava de uma forma que me tocou. Um turbilhão de emoções que ele retratou de maneira tão comovente, que desatei a chorar e a soluçar no meio do cinema, tal e qual como ele, como se aquilo fosse comigo. Foi preciso chegar ao fim do filme para libertar a tensão acumulada durante duas horas e qualquer coisa. E não, não foi por estar grávida e ser uma panela de pressão de hormonas neste momento.

E depois lembrei-me de uma coisa engraçada: este homem não precisa de muito para me fazer chorar. Rir também não, mas as lágrimas correm com muita facilidade quando este homem me aparece no grande ecrã, ou mesmo no pequeno, quando revejo os filmes do cinema. Já vi O Náufrago mil e trezentas vezes, e sempre que vejo acabo a chorar com a cena final, em que ele reencontra Kelly, a maravilhosa Helen Hunt, na casa onde esta vive com o marido e a filha, e por breves segundos ambos querem recuperar o amor e a vida que tinham antes de ele ter desaparecido e ter sido dado como morto. Breves segundos mesmo, porque acabam logo por cair na realidade: o presente agora é outro, há terceiros envolvidos e já não são donos da própria vontade. Parece tão real e é tão triste que acabo sempre, mas sempre por deixar escapar uma lágrima ou outra. E é por culpa dele, já sei. Ninguém o mandou ser tão bom ator. "Rais" parta o homem.

Em resumo, adorei o filme e recomendo vivamente a quem ainda não viu. É melhor despachar-se antes que saia de cena.

 

Tom Hanks com o verdadeiro Captain Richard Phillips.

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por Carmen Saraiva

Ainda vai a tempo?

Quarta-feira, 14.08.13

Foi já há quase duas semanas que vimos "A Gaiola Dourada", mas como entretanto se meteram os dias com menos acesso ao computador, acabei por não fazer referência ao filme. É verdade que quando começou a grande operação de marketing da longa metragem não liguei muito, fiquei a pensar que seria much a do about nothing. Felizmente algumas pessoas conseguiram convencer-me a ir ver (nomeadamente a minha irmã, que viu precisamente no dia da estreia e me ligou completamente em êxtase), e fomos logo no sábado seguinte. Escusado será dizer que a minha opinião foi a da esmagadora maioria, ou seja, adorei. Achei muito divertido e ao mesmo tempo fiel à realidade daquilo que é a vida dos portugueses lá fora. A prestação de Joaquim de Almeida e Rita Blanco é extraordinária e só por si valoriza imenso o filme. É este casal que está no centro do desenrolar da história e são eles que retratam melhor a personalidade e comportamento daquele que é o típico português. Ri-me a bandeiras despregadas e emocionei-me ao mesmo tempo, já que acredito que, a brincar a brincar, é algo que acontece a muitos emigrantes: depararem-se com o dilema de regressar ou não a Portugal e, mesmo com excelentes condições à sua espera, lhes custar abandonar a vida que já construiram lá nos últimos 30 anos, com a família, os amigos, a casa, os lugares e toda a rotina diária com a qual convivem há tanto tempo. Não deve ser fácil. Só morei fora pouco menos de dois anos e ainda assim lembro-me das saudades que sentia todos os dias, tanto das pessoas como das mais pequenas coisas, como ir a uma esplanada tomar um bom café expresso, ou comer um peixe grelhado, gambas à guilho ou uma sopa, dos lugares e rotinas que nos são familiares... Tudo isto enquanto, ao mesmo tempo, me sentia lá muito bem e completamente adaptada à vida e cultura britânicas. Mas é engraçado: o simples "ouvir falar português" é um bálsamo para a alma, e aproxima-nos um bocadinho mais daquilo que é nosso. É por isso que os portugueses (e qualquer outra nacionalidade) se descobrem e se juntam em "comunidades" sempre que estão longe. Fala-se e ouve-se português, revive-se e mata-se a saudade da cultura que, quer se queira quer não, é a nossa e que já trazemos gravada quando nascemos. Costuma dizer-se que só quando estamos longe conseguimos valorizar aquilo que temos, e isso é bem verdade. Experimentem ficar sem comer bacalhau e outras iguarias durante não sei quantos meses e logo me contam como é.

 

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por Carmen Saraiva

A última longa metragem

Terça-feira, 23.07.13

 

Vi recentemente este último filme de Will Smith, agora nos cinemas, "After Earth". Adorei a prestação do clã Smith, e acho que o miúdo só podia ter mesmo a quem sair. Relativamente à história, ou criei demasiada expetativa ou deixou um bocadinho a desejar. Nunca fui grande fã de filmes a roçar a ficção científica e gosto sempre do lado mais realista das histórias, o que aqui simplesmente não existe, mas quando vi o "I Am Legend" gostei imenso e pensei que este fosse pelo mesmo caminho. No entanto, não tendo ficado desiludida, não saí do cinema com aquela sensação que se tem quando se é arrebatado pela história, pelo desempenho dos atores e pela fotografia (que é excelente, by the way). Gostei, mas estava à espera de mais.

Além disso, passei o tempo todo a olhar para o Jaden Smith e a pensar, "Oh meu Deus, este é o mesmo miúdo do "The Pursuit of Happyness"? Estou a ficar velha. Esse filme que, aliás, não cheguei a ver no cinema e só vi mais tarde em casa, deixou-me quase à beira da depressão, não fosse no final o homenzinho lá conseguir o ambicionado emprego, e mais tarde o merecido sucesso no mundo empresarial. Mas pronto, enquanto uma pessoa não sabe o que vai acontecer, é tanta desgraça seguida ao longo daquelas duas horas que só me apetecia pegar no Will Smith ao colo e dar-lhe miminhos. E o pior é que é uma história real (ok, terá alguns bocadinhos de ficção, claro, ou não fosse um filme norte-americano), ou seja, ainda nos toca mais.

A boa notícia é que com a ascenção de Jaden Smith já sabemos que haverá justo substituto quando daqui a algumas décadas o pai quiser pedir a reforma e mudar-se para um condomínio privado na Florida, daqueles onde o maior perigo é morrer-se atropelado por um carrinho conduzido por alguém com mais de 90 anos.

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por Carmen Saraiva


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