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Por Carmen Saraiva

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Ir ao ginásio (des)cansa-me

Terça-feira, 23.07.13

É hábito recente, mas que tem dado frutos. Sempre pratiquei desporto, não nas aulas de educação física da escola (para essas aproveitava toda e qualquer desculpa para me baldar), mas em locais com as mínimas condições e onde pudesse dedicar-me a qualquer coisa que me agradasse mesmo. Ele foi ginástica, ele foi equitação, patinagem, hip hop, step, dança, o importante era que gostasse. Depois veio a faculdade e os dias não esticavam. A preguiça não me deixava sair de casa ao fim de semana, a única altura em que tinha algum tempo livre para mexer o rabo, que por esta altura já estava muitas horas sentado. Mais tarde veio a rotina do trabalho - ainda pior. Contas feitas: cerca de dez anos sem praticar desporto com regularidade. Houve algumas tentativas falhadas pelo meio, mas acabava sempre por deitar a toalha ao chão ao fim de meia dúzia de aulas. Era oficial: as banhas instalavam-se a pouco e pouco, crentes de que isto não era mulher que fosse capaz de lhes fazer frente, e não havia dieta nem creme que as exterminasse. Mas quando uma pessoa chega aos 30 começa a pensar não no lado estético da coisa (apesar de ser muitíssimo importante e um excelente bónus), mas na saúde. Que a "máquina" tem de continuar oleada e operacional pelo menos por mais 50 anos, queira Deus, e sem manutenção não há milagres - o mais provavel é que se nos empane pelo caminho. E isso foi o principal motivo que me convenceu a retomar o "levantamento de pesos". Desde há cerca de quatro meses que faço um treino completo de duas horas, duas ou três vezes por semana (sim, vamos com calma!), e sinto-me muito melhor, física e psicologicamente. O espaço é pequeno e tem geralmente pouca gente, pelo menos às horas que costumo ir, o que para mim é fundamental. Detesto aqueles ginásios cheios de bronzes falsos, testosterona e pessoal a levantar 200 quilos, que intimidam qualquer caloira como eu. O staff é gente muito querida e que sempre me tratou pelo nome (assim até parece que já lá ando há muuuuuitos anos), acompanham e sabem motivar, o que acho indispensável para haver continuidade do trabalho. Talvez tenha sido a ausência destes fatores a causa das minhas anteriores desistências. Quando uma pessoa se sente bem-vinda, parece que o exercício nem custa tanto, até porque já deixei de estar obcecada pela perda de peso e penso antes em todos os outros benefícios que vêm por acréscimo. Magra nunca fui nem serei, mas saudável é essencial.

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por Carmen Saraiva


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