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Por Carmen Saraiva

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A guerra das TVs

Segunda-feira, 29.07.13

Ontem começou nova batalha pelas audiências de domingo à noite entre a Sic e a TVI. Acabámos, eu e o marido, por assistir ao programa da TVI, já que para além de estar relacionado com a dança, o seu desporto de alta competição por muitos anos, tem no júri o seu ex-professor, mestre e grande amigo, Alberto Rodrigues. Só ficámos a saber que ele iria estar presente no programa no Sábado à noite, quando jantámos todos juntos, nós, ele e a mulher e outro casal de amigos, também ligados à dança há muitos anos.

Às vezes, sobretudo quando nos juntamos, acho que ele tem pena de ter sido obrigado a desistir dos campeonatos e de se ter afastado desse mundo – o culpado foi o trabalho, completamente incompatível com o número de horas de treino semanal que são imprescindíveis para se manter o alto nível de competição. Mais: os campeonatos são sempre ao fim de semana, "atrás do sol posto", e duram geralmente dois ou mesmo três dias. Ou competia, ou trabalhava; o descanso era quase nulo. Quando o conheci ele já se tinha deixado dessas “andanças”, e sinceramente tive pena de não ter podido acompanhar pelo menos um pouquinho desse tempo. A únicas vezes que pude vê-lo dançar foi em vídeos e DVDs de campeonatos onde participou, e há dois ou três anos numa homenagem que prestou precisamente ao ex-professor, em que dançou com o seu antigo par na Alunos de Apolo. Lembro-me que a primeira vez que o vi em pleno campeonato num desses DVDs fiquei de boca aberta, completamente fascinada e cheia de um orgulho que não cabia no coração. Acho até que me apaixonei outra vez, sobretudo depois de o ver nas danças clássicas, que sempre foram o seu ponto forte e que contribuiram para que fosse campeão nacional.

Ainda cheguei a ter umas aulitas de danças de salão, e adorei. Quando chegava a casa tentava mostrar-lhe a meia dúzia de passitos que tinha aprendido, e lembro-me que ele se fartava de rir e corrigia sempre a maioria deles, cheio daquela paciência e técnica de quem também já foi professor de dança. Depois chegou a elaborar toda uma coreografia de tango (básico, claro, porque para mim mais não daria) e ensinou-ma para dançarmos juntos no nosso casamento, o que foi giríssimo (depois na hora H houve um pequeno contratempo com o meu vestido, mas isso não interessa nada). Já lhe perguntei se gostava que o nosso bebé também dançasse desde pequenino, tal como ele, mas pelos vistos não há nenhuma escola certificada aqui nas redondezas, só a cerca de 10 ou 15 quilómetros... o que acaba por não ser muito, se ele/a gostar e quiser mesmo seguir o exemplo do pai. Hoje pode já não dançar, mas dos muitos anos em que o fez ficaram a extraordinária postura corporal e a elegância, que fazem com que no meio de uma multidão consiga vê-lo de imediato (true story). E isso é uma herança que não tem preço e que vale sempre a pena passar aos descendentes.

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