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Por Carmen Saraiva

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Sete meses, já

Sexta-feira, 18.07.14

 

Sete meses indescritíveis. Que me fizeram (re)descobrir o significado da palavra Amor. Um Amor do tamanho do Mundo, mas que cabe todo num pingente de pessoa. Não podia ter imaginado filha mais linda e mais perfeita, e agradeço todos os dias por ter sido escolhida por ela e por ter a sorte de ser sua mãe. Tem sido uma aventura fantástica esta que temos vivido, e ao mesmo tempo que aproveito cada segundo do presente, estou ansiosa por todos os capítulos futuros que ainda estão por vir. É maravilhoso ser mãe.

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por Carmen Saraiva

A ginástica pós-bebé

Segunda-feira, 12.05.14

A semana passada foi de loucos. Tive de ir para Lisboa todos os dias para usufruir da minha semana grátis de ginástica pós-parto no Centro Pré e Pós Parto, onde fiz o curso de preparação no ano passado, e por isso tive pouco tempo para estar online. Tinha inclusivé textos para entregar e não foi fácil conciliar os deadlines com todos os horários acrescidos. A Margarida também podia ir comigo e ficava entregue a uma ama e uma enfermeira, mas acabei por cravar a mana D. para ficar com ela e assim fui e vim mais depressa, e com menos logísticas. O único dia em que ela foi fizemos um workshop engraçado de brincadeiras para bebés, com uma bola de praia daquelas insufláveis - aquilo tem mais utilidade do que imaginamos, e é uma simples bola... Já comprei uma muito gira na Pré Natal por 1,99€ e agora vou repetir as brincadeiras aqui em casa.

Bom, gostei imenso das aulas de recuperação pós-parto, mas sinceramente está fora de questão continuar, porque abalar-me para Lisboa só para fazer exercício não faz qualquer sentido. Tenho o meu ginásio, que adoro, aqui bem pertinho e prefiro mil vezes. Aliás, tenho mesmo de começar a pensar em ir (e cravar novamente a mana duas ou três vezes por semana uma horita ou duas para ficar com ela) porque sinto mesmo a falta de mexer o rabo. Ah, e ando com umas fomes que não têm explicação. Nunca durante a gravidez senti tanta fome como sinto agora - durante a gravidez comi sempre pouquíssimo, btw. Partilhei isto com a instrutora das aulas pós-parto e ela disse-me que era normal, já que as noites mal dormidas, a falta de descanço, a amamentação, tudo isso fazia o corpo precisar de mais combustível. Estive para interrompê-la e explicar que durmo a noite toda desde que a pediatra me autorizou a tal (ou seja, tinha ela quase dois meses), e antes disso já dormia seis horas desde que ela fez um mês, porque era o intervalo máximo que ela podia fazer, e aí tinha de a acordar, e que ela nunca acordou de noite a não ser com fome (e ainda assim conta-se pelos dedos de uma mão as vezes em que isso aconteceu), e depois de comer adormece de imediato, e que o normal dela é dormir dez a doze horas seguidas, e que me deixa descansar perfeitamente porque se porta lindamente... mas não o fiz, tive medo de levar com um step na cabeça, lançado por uma das mães que lá estava.

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por Carmen Saraiva

Nioxin, o mais esperado

Terça-feira, 15.04.14

Já tinha mencionado que a queda de cabelo pós-parto estava a dar-me cabo dos nervos? Pois. Era algo com que já contava depois da gravidez, mas sinceramente nunca pensei que fosse tão flagrante. O sinal mais evidente todas as manhãs eram os cabelos na almofada, coisa que nunca aconteceu - e já tive na vida algumas fases de queda de cabelo mais acentuada, mas nunca nada que se comparasse. Tentei combater com a alimentação e um suplemento alimentar, mas não tinha ainda notado grandes diferenças...

Bem a propósito, na sexta-feira tive o privilégio de experimentar o novo serviço de Nioxin, uma marca norte-americana especializada no tratamento de cabelos fragilizados. Este serviço, Mamma Mia, é direcionado a recém mamãs que sofrem com a queda de cabelo e que precisam, agora mais do que nunca, de elevar a sua autoestima através de um cabelo mais forte, denso e saudável. Uma ideia que vem em boa hora, digo eu. Cerca de seis semanas após o parto verifica-se uma quebra no crescimento e um aumento da queda de cabelo, atingindo o pico aos três meses e mantendo-se durante três a doze meses. Nesta fase a queda aumenta de 25 a 35 por cento. Confere! É o que tenho notado...

Os três principais fatores de um cabelo debilitado durante a maternidade são as alterações no ciclo de crescimento durante e após a gravidez, que dão origem a menor quantidade de cabelos; a diminuição no diâmetro dos fios, que durante a gravidez pode aumentar e depois do parto sofre um reajuste e volta à sua dimensão original, o que dá a sensação de cabelo mais fino; e o couro cabeludo pouco saudável, o que tem impacto negativo no crescimento. A perda de volume também pode surgir, e no meu caso notei uma diferença enorme em relação ao período pré-gravidez. Por todas estas razões, este serviço promete ir ao encontro das necessidades das mamãs e tornar-se um dos seus melhores amigos nesta fase tão especial das suas vidas. E como funciona?

O Mamma Mia começa no salão de cabeleireiro, embora seja depois continuado em casa. A ideia é proporcionar às mamãs cerca de uma hora de relaxamento, além do tratamento totalmente personalizado que precisam. Soube-me pela vida, confesso. Depois de feito o diagnóstico, dividido em números ímpares (cabelos danificados) e números pares (cabelos visivelmente danificados), a Alexandra, especialista do Estúdio Wella Professionals, começou por aplicar o tratamento Dermobrasão Scalp Renew. Tal como nos cuidados faciais, este funciona como uma espécie de peeling químico que limpa em profundidade o couro cabeludo, acelerando assim a sua regeneração. Além de proporcionar uma sensação super agradável e fresca, sente-se realmente o couro cabeludo livre de impurezas, é como se a pele voltasse a respirar. Além disso, a massagem que a Alexandra me ofereceu foi a melhor parte - apesar do produto não precisar de massagem para atuar, "gostamos de dar este miminho à cliente", confessou. E a cliente agradeceu, sem dúvida.

Logo a seguir, uma Máscara de Reparação Profunda, que é aplicada se necessário, e no meu caso foi. Esta vai intensificar a recuperação do comprimento e das pontas, proteger e revitalizar os fios, reduzindo a quebra. A massagem suave para estimular e ativar a circulação do couro cabeludo é mais uma vez parte integrante do tratamento, e age não só como agente de tratamento, como de relaxamento.

 

Logo depois, o Scalp Treatment. Como um creme de tratamento facial, dá espessura a cada fibra de cabelo e sensação de frescura ao couro cabeludo, graças à fórmula com antioxidantes e ingredientes naturais. A imagem corresponde à gama do número 1, mas em mim foi usada a gama número 5.

O tratamento Mamma Mia, por ser desenhado a pensar nas mamãs, inclui também um novo corte de cabelo. Já que se vai ao cabeleireiro, não se deve fazer a coisa por menos. Aproveita-se e sai-se completamente renovada, seja com alguns centímetros de pontas fora, seja com todo um novo look.

E finalizando, o tratamento intensivo com Diaboost, direcionado e testado para aumentar o diâmetro de cada fio de cabelo, tornando-o mais denso e fácil de pentear.


O brushing maxi volume é a cereja no topo do bolo, e no fim de tudo isto fiquei com ar de quem acabou de vir de férias: leve, descansada, e completamente stress free. Acho que até me tirou uma ou outra ruguinha de expressão.

 

Mas o mais importante veio depois. Durante o fim de semana já notei uma diminuição significativa na queda do cabelo. Menos cabelos na almofada, pelo chão, nas roupas e nas mãos da Margarida. E o facto é que notei menos hoje do que ontem, e menos ontem do que no sábado. O que prova que o tratamento está a produzir os seus efeitos aos poucos, com a prometida eficácia. Depois do serviço no salão, os resultados são depois potenciados já em casa com o Champô, o Scalp Revitalizer e o Tratamento Intensivo. Tenho a certeza de que Nioxin vai ser a minha salvação, e acredito que vai acelerar o fim desta fase tão chata de queda de cabelo.

 

Ir ao cabeleireiro sabe sempre bem, mas quando para além do fator relaxamento também nos proporciona um tratamento personalizado que nos dá um boost de autoconfiança, cuida da nossa imagem e nos dá um aconchego à alma, aí sim, é ouro sobre azul. Sobretudo para nós, mamãs, que não obstante continuamos a ser vaidosas... e seremos sempre! A pensar nisso, Nioxin criou um Gift Card que pode ser adquirido no salão e oferecido às mamãs - uma ideia ótima para o Dia da Mãe que se aproxima, e que resolve os dilemas dos filhos (e dos maridos) que nunca sabem o que oferecer...

 

Os salões que oferecem este serviço Nioxin em Portugal podem ser consultados no site www.nioxin.pt ou diretamente em http://nioxin.com/en-EN/salon-finder-page.aspx - basta selecionar "Portugal" e introduzir o nome da localidade escolhida. Por ser um serviço muito recente poderá não estar ainda disponível em 100 por cento dos salões que trabalham a marca Nioxin, no entanto é uma questão de tempo!

 

E aqui ficam mais algumas fotos tiradas na sexta-feira no Estúdio Wella Professionals...

 

 

Já em casa, numa selfie com o resultado final! A Alexandra deixou-me alguns caracóis nas pontas, o que dá um efeito mais giro e volumoso do que quando fica completamente liso. Além disso ficou brilhante, leve e macio - adorei, obrigada!!

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por Carmen Saraiva

The horror! The horror!

Sexta-feira, 04.04.14

Começou a cair-me cabelo às carradas. A malfadada queda pós-parto. Eu sei que tenho imenso e portanto alguma margem de manobra, mas isto é ridículo. Aparece em todo o lado: na roupa, nas almofadas, no chão, nas mãos da Margarida. Sei que é passageiro e não conto ficar careca, mas ainda assim é sempre chato. Prometeram-me há uns tempos uma solução milagrosa que vou experimentar na próxima semana: um produto que ajuda a travar a queda de cabelo provocada tanto pelo período pós-parto, como pelo stress. Acredito que será a minha salvação, e a dos meus pobres cabelitos. Depois conto tudo com detalhes.

Enquanto isso, vou fazendo o contra-ataque à mesa e apostando nestes alimentos para dar uma ajudita.

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por Carmen Saraiva

A sessão fotográfica da gravidez

Segunda-feira, 17.03.14

Há uns anos fui numa viagem de trabalho até aos Alpes Franceses. Foram cinco dias extraordinários num hotel no meio da neve, uma experiência única para mim, que não sou grande fã de férias no frio nem de desportos de inverno. Confesso que adorei tudo, a começar pelo cenário montanhoso vestido de branco e terminando no hotel, que era de sonho, mas realmente não é para mim - prefiro muito mais o sol e o calor. Nessa viagem foram outros jornalistas e fotógrafos de jornais e revistas, e foi aí que conheci o Dário Cruz (na altura enviado pelo Jornal Público), o autor desta sessão que registou a minha gravidez, e que não podia ter ficado mais perfeita. Detesto aquelas sessões onde as grávidas aparecem meio despidas, com a barriga de fora e o peito quase ao léu, e por isso sabia perfeitamente que queria algo diferente - algo precisamente assim. Já conhecia o trabalho do Dário, sabia que gostava e lancei-lhe o desafio para esta sessão, que ele aceitou com entusiasmo. O cenário foi o Jardim Botânico d'Ajuda, que por sorte estava completamente vazio e ajudou a dar aquele ar de conto de fadas. A sessão foi no dia 30 de novembro de 2013, ou seja, estava eu com cerca de 36 semanas, a duas semanas da Margarida nascer. Recebi o resultado final há uns dias e partilho aqui algumas, embora tenha sido difícil escolher por gostar tanto de todas - mas é impossível partilhar tudo, são mais de 200! Para quem gostar do estilo de fotos e quiser contactar o fotógrafo, o Dário Cruz tem página no Facebook - Dário Cruz Fotografia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por Carmen Saraiva

Como vão as modas

Quarta-feira, 05.03.14

Já se abordou o tema "tenho de marcar aqui X dias de férias até final de março". É sempre bom este prenúncio do bom tempo e do laurear a pevide, parece que o verão chega mais depressa quando temos os planos para os dias de sol já definidos no calendário. Aliás, hoje parece que já temos um cheirinho de primavera, e amanhã e sexta feira as previsões da temperatura chegam aos 21º. Abri as janelas todas da casa (menos as da sala, onde a Margarida fica durante o dia) para deixar entrar o ar ameno e renovar as energias. Depois de não sei quantos dias de chuva, em que nem uma fresta se podia abrir sem morrer de frio com as humidades, agora sabe bem ter de volta a luz dos dias primaveris! E a quem vai saber melhor vai ser mesmo à bebecas mai linda, que finalmente pode sair à rua sem ter só o nariz de fora. À conta do frio e das correntes de ar, neste fim de semana fiquei doente como há muito tempo não ficava. Dores de garganta, tosse e nariz entupido. E ontem, quem haveria também de ficar de molho? A Margarida, claro. Felizmente não passou de narizito entupido e olhos brilhantes e hoje já está melhor - passou bem as duas noites e tudo, nem sequer chorou... Eu é que achei melhor acordá-la a meio da noite para lhe dar de mamar, porque percebi que por ter o nariz entupido e respirar só pela boca, tinha a garganta seca e alguma sede. Mas está bem disposta, dentro do possível - está bem melhor que eu, por acaso, que estive aqui em prantos com falta de ar. A questão da amamentação faz com que não possa tomar nada, e então a única coisa a fazer é mesmo aguentar. Paciência! Deve estar quase a dar de frosques, então com a melhoria do tempo penso que daqui a nada já estou fina. Ela é que vai à pediatra daqui a pouco - mesmo estando a controlar tudo (não tem febre, respira e come bem, não chora) e não me parecendo grave, fico mais descansada se ela for vista. É melhor prevenir do que remediar, e nisto dos bebés não se pode arriscar. É tudo ainda muito novo e não me sinto à vontade para avaliar estas situações sozinha, por mais triviais que possam ser. Fiquei super preocupada com ela quando percebi que lhe tinha pegado o bicho, e nem sequer foi nada de especial. Só pensava em como me hei de sentir um dia que ela fique doente a sério... nem imagino o filme.

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por Carmen Saraiva

Amamentar: ninguém disse que iria ser fácil (mas foi)

Segunda-feira, 10.02.14

Durante toda a gravidez me disseram para aproveitar cada momento, porque ia passar depressa e depois iria sentir saudades da barriga. A verdade é que  desde o dia em que vi o tal risquinho no teste de gravidez que anunciava a vinda da minha boneca até ao dia em que a pude segurar nos braços foi um fósforo. Nem consigo acreditar que já passei por aquilo que mais temia, o parto e a recuperação, e que superei com sucesso a etapa da amamentação e os primeiros dias de adaptação à bebé. Tem corrido tudo lindamente, e fora algumas birritas de sono ou de fome que faz às vezes durante o dia, porta-se muito bem e se não a acordar para comer à noite, nem dá ares de si.

Ainda nem estava grávida, nem tal me passava pela cabeça, e já a amamentação era algo que me metia medo. Apesar de ter ouvido verdadeiros filmes de terror sobre o que era amamentar e das coisas horríveis que poderiam acontecer, desde mamilos macerados a mastites, a subida do leite foi algo que me atormentou durante meses e que afinal não passou de uma ligeira tensão na mama que me custou, mas apenas durante uma noite, estava ainda na maternidade. Felizmente com a ajuda de uma das enfermeiras consegui superar essa fase e no dia seguinte já nem sentia nada, ao ponto de achar que aquilo nunca poderia ser a subida do leite, e que o pior ainda estava para vir. Mas não! As febres, as dores intensas, o calor, etc., não passaram por mim... Mais uma situação da maternidade em que fui uma grande felizarda. O único problema (que não é problema) é que ainda no recobro me aconselharam a usar os famosos mamilos de silicone para a ajudar a pegar na mama, e agora não consigo largá-los: primeiro porque ela tem mais dificuldade em reconhecer a mama sem o auxílio deles e começa a chorar porque não consegue mamar tão facilmente, e depois porque das vezes em que insisti e que ela realmente mamou durante alguns minutos, fiquei absolutamente dorida e depois quase nem conseguia sentir a roupa sobre o peito... Resultado: desisti e voltei à estaca zero e fui buscá-los de novo. Mas melhor assim do que não dar de mamar de todo. Enquanto estava grávida e depois de me informar sobre o assunto, decidi que fazia muita questão de amamentar e tinha pavor de que algo corresse mal e me fizesse desistir. Queria dar de mamar, mas não era à custa de lágrimas, sangue e dores agudas... Felizmente tudo não passou de um ligeiro desconforto, e posso dizer que está a correr muito bem e que adoro dar de mamar. É de facto um momento mágico que só nos pertence às duas, e é engraçado ver como ela reage quando percebe que está na hora da maminha. Faz uma expressão de contentamento que dá gosto de ver! E quando olha para mim, muito atentamente de olho muito aberto, enquanto mama, parece que quer conversar. Só me custa mais de noite, porque me sinto uma zombie quando o despertador toca, mas de todo o modo ela já faz seis horas sem comer, o que já me permite descansar muito mais do que ao início, e em breve poderá fazer mais ainda. Ah, e também é uma grande pastela para comer - demora muito tempo, não sei se é o mimo a falar mais alto, ou se é mesmo ela que é lenta à hora da refeição.

Neste momento, ela está a leite materno + suplemento ocasional (só quando parece ter fome e sempre depois de mamar primeiro, já que eu não tenho leite para dar e vender, como muitas mães têm). No início custou-me imenso ceder porque queria que ficasse a leite materno exclusivo o máximo de tempo possível, mas teve mesmo de ser porque os aumentos de peso que tinha nas primeiras semanas eram insignificantes. Ela chorava com fome e como os intervalos eram muito curtinhos, para tentar que ela ganhasse mais peso mais depressa, a mama não tinha sequer tempo de encher. Assim percebi que, apesar de ela demorar séculos a mamar, eu praticamente não tinha leite. E pronto, a pediatra aconselhou e tive mesmo de passar a incluir o leite artificial de vez em quando, em jeito de sobremesa. E foi assim que desatou a ganhar peso e estabilizou como devia. Neste momento está ótima, adora comer e não foi por ter bebido o LA que deixou de adorar mamar (o que era, no fundo, o meu maior medo - que ela depois rejeitasse a mama).

Afinal, isto não é tão difícil quanto me venderam. Dois meses passados (praticamente), acho que tive mesmo muita sorte. Espero que continue assim.

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por Carmen Saraiva

Quase mês e meio

Segunda-feira, 27.01.14

Nem acredito que já estamos quase em fevereiro! O balanço deste mês e meio não podia ser melhor. A Margarida é uma bebé calminha, que dorme toda a noite (ok, não é toda a noite, são seis horas que é o máximo que ainda está autorizada a dormir de seguida) sem barafustar e come muito bem! Fora algumas birritas que faz durante o dia, porque não dorme praticamente nada desde as 9h até às 23h (dá-me a sensação que assim que vê luz, pensa: "Uhu!, fiesta!!"), porta-se lindamente e já traz imensa alegria à nossa casa. Há roupinha dela que entretanto já deixou de servir porque a gaiata cresce desalmadamente. É engraçado também começarmos a perceber os traços de personalidade, que acho que se notam logo desde cedo... Adora tomar banho, adora mamar, adora passear na rua. Gosta de adormecer enroscadinha na mantinha, e sempre encostada a um dos lados da alcofa, nunca ao meio. Não gosta de estar despida, mas adora massagens. A propósito disso começámos neste sábado um cursinho de massagens para bebé e ela portou-se lindamente. Parecia que estava num Spa! O curso são cinco sessões de uma hora e sempre aos sábados, por isso vamos ficar 'pros' nesta coisa de massajar bebés.

Na semana passada saí com ela para aproveitar os dias de sol e perdi a cabeça nos saldos com coisinhas para ela, e algumas para mim. E na sexta-feira já vestiu o seu primeiro par de jeans! Foi uma das primeiras compras que fiz, e finalmente pude vê-la com eles vestidos. Ficou uma fofa!

 

Jeans e camisola Chicco (saldos)

 

 A aproveitar o solinho naqueles dias mais quentes em que estiveram 19º...

 

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por Carmen Saraiva

Cesariana: o bicho-papão

Quinta-feira, 16.01.14

Depois do parto, foi tudo muito rápido. Ainda demorou um pouco a cair-me a ficha de que já tinha passado aquele momento que eu tanto tinha receado, que era mamã e já tinha a minha menina ali comigo, pronta a receber todo o amor e carinho que tinha guardado para ela durante quase nove meses. Assim que passei da sala do recobro para o quarto (não sem antes o enfermeiro ter agarrado na minha barriga e pressionado com força para ver se estava tudo dentro da normalidade, o que me fez guinchar que nem uma doida e dizer-lhe que aquilo tinha custado mais do que o parto), ainda meio grogue da anestesia, que já começava a dar efeitos de passar, percebi que não ia ser fácil aquele início. Não me conseguia mexer da cintura para baixo. Pelo menos, não sem dificuldade. Queria voltar-me de lado na cama para lhe dar de mamar, e essa parte foi fácil enquanto a anestesia fazia efeito. O pior foi depois. Voltar de lado, sim. Voltar à posição inicial, para esquecer. Ah, e voltar, só para o lado direito da cama. Para o esquerdo não dava. A minha irmã M. já lá estava com o recém-papá e entraram logo no quarto assim que cheguei, pouco depois chegaram o meu pai, a minha outra mana e os meus dois sobrinhos mais velhos. Ela estava tranquila, deitada ao meu lado, mas ainda não tinha mamado praticamente nada. Precisei da ajuda de um daqueles mamilos de silicone, porque ela simplesmente não conseguia agarrar o meu. A minha sobrinha e a minha irmã trouxeram presentes, falavam para mim mas eu sentia-me lenta. Ouvia-as falar, mas não interiorizava nada. Entretanto entrou uma enfermeira para tratar da Margarida, ver se estava tudo bem e mudar-lhe a fralda. Não fui eu quem mudou a primeira, mas sim a enfermeira em conjunto com o marido, que teve ali a primeira experiência com bebés da sua vida. Queria levantar-me e pegar nela, mas só consegui fazê-lo no final do segundo dia. (Antes disso só consegui tê-la nos meus braços deitada na cama, cabeceira ligeiramente elevada, com ela atravessada sobre o meu peito. Era impossível suportar qualquer peso sobre a barriga.)

A partir daí iam entrando de vez em quando para me dar analgésicos através do cateter que tinha na mão esquerda, e as dores não eram assim tantas se não me tentasse mexer ou virar. Por volta das nove e qualquer coisa da noite, veio uma enfermeira muito simpática, juntamente com uma auxiliar, para fazer o levante - o nome que se dá ao momento horrendo em que temos de nos levantar da cama pela primeira vez após um parto. Estava cheia de medo, mas ao mesmo tempo queria imenso levantar-me e tomar um duche "à gato", como diziam as enfermeiras - o primeiro duche não pode passar disso mesmo. Lentamente, foram elevando a cabeceira da minha cama até estar quase na posição sentada. Aí é que foram elas. A enfermeira ia-me perguntando se estava tudo bem, e eu dizia que sim. Mas não estava, e eu não queria dar parte fraca. Pegaram-me nas pernas e ajudaram-me a posicionar-me à beira da cama, pronta para pôr os pés no chão. Foi aí que a minha cara de dor denunciou a mentira: estava no limite do desespero. Na zona da costura era como se me tivessem encostado um ferro em brasa. Fiquei imóvel, à beira da cama, com a enfermeira de um lado, a auxiliar do outro, e o marido sentado no sofá com ar de pânico, sem poder fazer nada para ajudar. "Carmen, não tem de fazer isto se não conseguir, podemos esperar mais um bocadinho", disse a enfermeira. "Não, eu quero levantar-me", gemi. "Só pensei que não fosse tão mau." "Oh, pois, não é só consigo... Olhe, há pessoas que desmaiam nos levantes!", respondeu. Pois. Não era bem isso que eu queria ouvir, mas pronto. Valeu pela intenção. Com muito esforço, lá consegui levantar-me e andar mal emporcamente, em posição corcunda, até à casa de banho. O cenário atrás de mim não era dos mais bonitos. Valeu a presença da auxiliar, que resolveu logo o problema. Tive de ser ajudada pela enfermeira a fazer tudo, e depois do duche (só da cintura para baixo e costas), camisa de dormir vestida e de volta à cama, já me sentia um pouco melhor, apesar de não ter podido aplicar todos os cremes de rosto e corpo e afins que tinha levado na mala (ahah, tão iludida que estava!). Nessa noite percebi que tinha havido algum progresso na recuperação, apesar de me custar imenso a levantar da cama - só consegui fazê-lo de madrugada, e isto porque me sentia mesmo aflita para ir à casa de banho. Os analgésicos seguiam-se, uns atrás dos outros, e iam mascarando as dores. O marido tinha de se levantar da cama para mudar a fralda da Margarida e para ma colocar sobre o peito, e ela poder mamar. Eu só conseguia acordar com o alarme do telefone, desligá-lo e tornar a acertar com nova hora. Tinha de o acordar para tudo. É uma sensação de impotência tremenda. Caso ele não tivesse lá ficado, tinha de estar a chamar as enfermeiras de hora a hora, de certeza...

O dia seguinte, quinta-feira, foi tranquilo. De manhã consegui levantar-me novamente e ajudei a enfermeira a dar o primeiro banho da Margarida, troquei a roupinha dela e vesti-a. Mas ainda não me sentia capaz de lhe pegar ao colo. E sim, as dores continuavam; apesar de conseguir andar, sentar-me estava fora de questão. Cheguei a dar-lhe de mamar em pé, durante praticamente uma hora, porque não me queria deitar e também não conseguia usar o cadeirão que estava no quarto. O resultado eram dores imensas nos pés e nas pernas e um cansaço enorme, que me obrigavam a voltar para a cama. Nesse dia só recebemos duas visitas, a da minha mana M. e da minha amiga M. e do pequeno B., e por isso não houve grande rebuliço. Aquilo custava, mas nada de especial. Ninguém me disse, mas há uma lista de coisas que não conseguimos fazer após uma cesariana. São elas:

- Sentar

- Rir

- Espirrar

- Assoar o nariz

- Tossir ou vomitar (numa das refeições engasguei-me com um pouco de água, e só vos digo que a perspectiva de morrer sufocada me parecia mais agradável do que as dores agudas que sentia se tentasse tossir)

- Ir à casa de banho (pelo menos nos primeiros dias)

- Tomar banho sozinha

- Calçar meias e vestir collants

- Apanhar coisas do chão

- Levantar pesos

- Conduzir

- Outras cenas que de momento não me ocorrem

 

O pior, pior, foi mesmo a sexta-feira. Recebemos mais visitas, houve mais confusão, e não sei se só por isso mas também, ao final do dia comecei a sentir um retrocesso na recuperação. O marido foi ao carro buscar ou levar qualquer coisa, e nesse bocadinho em que fiquei sozinha fartei-me de chorar. Não faço ideia porquê. Solucei a olhar para ela, enquanto dormia, num misto de felicidade e pânico. Chorava porque ela era linda, chorava por estar agradecida por ter corrido tudo bem, chorava por ter finalmente chegado o culminar daqueles nove meses de emoções, chorava por não saber se ia estar à altura deste desafio... Enfim, chorava. Sobretudo por não saber se ao chegar a casa ia estar apta a tratar dela como queria. Apesar de saber que o marido ia estar ao meu lado nos primeiros dias, queria ser EU a tratar dela, a mudar-lhe a fralda, a dar-lhe o banho. E nem sabia se ia conseguir dar banho a mim própria, nem sabia se iria conseguir entrar para a banheira... Essa noite foi mesmo a pior. Ela teve cólicas, e muito provavelmente estava com o stress de ter recebido tanta visita, e chorou imenso tempo. Ok, chorou desde as 22h até às 2h da manhã, mas como no hospital uma pessoa se deita com as galinhas, a mim pareceu que tinha chorado a noite inteira. E as minhas dores também pioraram. Não me conseguia levantar da cama sem que me viessem as lágrimas aos olhos, e cheguei a chorar de desespero. Não havia analgésico que me valesse. Só me lembrava do Joaquim Monchique, na peça "Lar, doce lar": "São cães, são cães a morderem-me!" Como é que raio iria ter alta no dia seguinte? Nem me conseguia sentar, por isso como é que ia entrar no carro? Amaldiçoei as pessoas que me tinham dito que a recuperação de uma cesariana chega a ser mais fácil do que a de um parto normal. Cambada de mentirosas, raios! Entretanto também devo ter tido nessa noite a subida (ou descida, nunca sei) do leite. Não foi muito crítica porque, por conselho das manas, não bebi praticamente água nenhuma nos dias anteriores, apesar de me apetecer beber este mundo e o outro. Uma enfermeira muito querida (penso que se chamava Mónica, mas não tenho a certeza) veio ter connosco de madrugada, quando nos viu desesperados (eu com dores e com o choro dela, o marido com o choro de ambas, coitado), e mal me colocou as mãos no peito, guinchei de dor e lá voltaram as lágrimas. A enfermeira, sem estar à espera, ficou aflita e tentou acalmar-me. Foi só quando ela me ensinou a massajar devidamente o peito, enquanto a Margarida mamava, que o desconforto foi passando. Verificou e confirmou que o leite estava a passar devidamente, por isso não deveria ter mais problemas, era só aguentar aquele bocadinho. Perguntei-lhe se não a podia trazer para casa comigo, para fazer o mesmo nos dias seguintes. Ela riu-se. (Não, a sério, venha lá.)

Quando o dia amanheceu, à luz e à claridade, tudo pareceu mais fácil. Apesar disso, dormi mal (e pouco) e por isso quando vi a minha cara no espelho, ia morrendo de susto. Olheiras até ao chão. Olhos vermelhos. Pele baça. Cabelo desgrenhado. Jesus, será isto a maternidade? Mas o que é certo é que me sentia mil vezes melhor. Já não me custava tanto a levantar da cama, tomei banho sozinha (até consegui pôr os meus cremes!) e já fui capaz de me sentar na beirinha da cama sem ter dores por aí além. Não queria acreditar na diferença que fazia de um dia para o outro, em poucas horas. Afinal a alta de uma cesariana ao terceiro dia tem mesmo razão de ser: em princípio será quando a grande maioria das mulheres já se sente praticamente recuperada. Agora já começava a acreditar nas teorias que desmistificavam a lenda da "cesariana bicho-papão". Eu tive alta ainda de manhã e começámos a arrumar as tralhas para nos irmos embora. Se quando fomos parecia que levávamos bagagem para três semanas de viagem, agora então, com tudo desarrumado e com os presentes que nos tinham oferecido, ainda pior. Infelizmente, a Margarida ainda teve de fazer cinco horas de fototerapia, por estar um pouco amarelinha, e por isso saímos do hospital já passava das seis da tarde - era noite cerrada. Mas fora os abanões que se sentem dentro do carro e o desconforto que provocam (só arranjei a milagrosa cinta pós-parto três dias depois de sair da maternidade), vim sempre bem e logo que cheguei a casa já me sentia capaz de fazer tudo. Claro que não fiz, por precaução, mas percebi que estava no bom caminho. Precisamente uma semana depois, o Dr. Amado tirou-me os pontos (em pouco mais de um minuto) e não custou nada. Só me disse que durante cerca de seis meses poderia eventualmente sentir a zona da costura um pouco dormente, e realmente confere. É estranho, mas por enquanto ainda não tenho muita sensibilidade nessa zona, apesar de sentir que começa a voltar, lentamente.

Hoje, praticamente um mês depois da cesariana, posso dizer que a recuperação não foi nada de especial, fora aquele dia em particular, em que pensei que acabava o mundo. É realmente mais fácil, menos violento e acredito que em certos aspetos melhor do que um parto normal, em que os cortes e os pontos podem ser mais e mais dolorosos do que estes. Não sei, porque nunca tive um parto normal, mas acredito em quem já passou por ambos e me tinha dito isto antes de ter passado eu mesma pela experiência. Fico feliz por ter confiado plenamente no meu médico e agora percebo por que me recomendou esta opção. Sou um caso de sucesso que não contribui para as estatísticas que recomendam o parto normal, mas certamente não serei a única. Só sei que sobrevivi para contar a história, com final feliz!

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por Carmen Saraiva

Novidade Bertrand

Quarta-feira, 15.01.14

Disponível nas livrarias a partir de dia 17 de janeiro! Mais um de Gina Ford para a minha biblioteca de puericultura...

 

 

"Cheio de conselhos, receitas e quadros fáceis de usar, bem como casos reais, O livro da alimentação do bebé feliz inclui informação sobre:

- a melhor altura do dia para introduzir os primeiros alimentos sólidos;

- que alimentos a introduzir e com que idade;

- o equilíbrio entre a quantidade de leite e de sólidos ingeridos;

- a eliminação da alimentação durante a noite com a introdução dos sólidos;

- a importância de introduzir, na altura certa, alimentos que o bebé possa agarrar com a mão;

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